Governo do Estado de São Paulo

Secretaria de Planejamento e Gestão

Conjuntura Econômica

INFORME ECONÔMICO SEMANAL

22 a 28 de junho de 2017

 

  1. BOLETIM FOCUS / BC[1]

  

  1. INFLAÇÃO, CRÉDITO E POLÍTICA MONETÁRIA

 

  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): previsão Boletim Focus/BC

O mercado continua apostando na queda do IPCA, para 2017 e 2018. Para o ano em curso, a previsão divulgada no Boletim Focus, de 23/junho, é de 3,48% a.a. contra 3,64% da semana anterior. Já para o próximo ano, a estimativa ficou em 4,30% a.a.contra 4,33% a.a. da semana passada.  

  • Outros Indicadores de Preços: previsão Boletim Focus

Mantendo a tendência de queda registrada nas semanas anteriores, o mercado continua prevendo a redução, para 2017, do IGP-DI de 0,52% a.a. para 0,37% a.a. e do IGP-M de 1,06% a.a. para 0,95% a.a. Quanto ao comportamento do IPC-Fipe, a previsão é de manutenção desse indicador de preços em 3,53% a.a. Para 2018, é mantida a previsão das últimas nove semanas para todos esses indicadores de preços em 4,50% a.a.

  • Taxa Selic: previsão Boletim Focus/BC

Pela décima segunda semana consecutiva, o Boletim Focus, de 23/junho, manteve o valor para a previsão de Meta da Taxa Selic (fim do período), em 8,50% a.a., tanto para 2017 como para 2018.  

 

 

 

  1. ATIVIDADE ECONÔMICA
  • Produto Interno Bruto (PIB): previsão Boletim Focus/BC

Pela terceira semana consecutiva, o mercado manteve a expectativa de redução na taxa de crescimento do PIB brasileiro em 0,01 ponto percentual, para 2017. Assim, o resultado divulgado no Boletim Focus, de 26/junho, prevê uma nova queda nesse indicador ao passar de 0,40% para 0,39%.

 

Para 2018, essa mesma tendência vem sendo esperada pelo mercado, com a previsão de uma redução de 2,20% para 2,10%.

 

  • Projeções do PIB: Bank of America (BofA) Merrill Lynch no Brasil

Na esteira da crise política, da fragilidade da recuperação da economia brasileira, da retomada do consumo das famílias e, especialmente, do investimento, o chefe de economia e estratégia do Bank of America (BofA) Merrill Lynch no Brasil, David Beker, diminuiu as suas estimativas para a expansão do PIB brasileiro, de 2017, de 1% para 0,25% e, para 2018, de 3% para 1,5%.

 

  • Produção Industrial: previsão Boletim Focus/BC

Com relação à produção industrial, os analistas entrevistados também não estão otimistas quanto ao seu desempenho para 2017. No Boletim Focus, de 26/junho, houve uma nova redução nas expectativas desse indicador ao passar de 0,60% para 0,55%.

 

Vale lembrar que, há quatro semanas atrás, o mercado acreditava em um crescimento de 1,30%. Para 2018, a estimativa do mercado é que haja uma retração de 0,20 pontos percentuais na taxa de crescimento desse indicador, passando de 2,50% para 2,30%.

 

  • Índices de Confiança: IBRE/FGV

Os primeiros índices de sondagem, divulgados pelo IBRE/FGV, relativos a junho/17, revelam uma piora no quadro das expectativas dos agentes.

 

À exceção do Índice de Confiança da Construção Civil (ICC), que cresceu 0,2 pontos em relação ao mês passado, os Índices de Confianças do Comércio (ICOM), da Indústria (ICI) e do Consumidor (ICC) registraram recuo de, respectivamente, 2,9; 2,8 e 1,9 pontos em comparação a maio/17.

 

Vale destacar que, no caso do ICOM, desde o mês passado, verifica-se uma reversão desse indicador, revelando a percepção de piora de parte dos entrevistados em relação ao nível atual da demanda. Assim, com essas duas quedas consecutivas, o ICOM voltou ao patamar de março/17.

 

 

  1. SETOR EXTERNO
  • Indicadores setor externo: previsão Boletim Focus/BC

 

Taxa de Câmbio: Com relação ao setor externo, o mercado prevê, para 2017, a uma desvalorização na taxa de câmbio (final do período) ao passar de R$ 3,30/US$ para R$ 3,32/US$.

Com relação à previsão para 2018, o Boletim Focus, divulgado em 23/junho, sustentou a taxa de câmbio (final do período) de três semanas atrás, ou seja, de R$ 3,40/US$.

Balança Comercial: Os analistas de mercado entrevistados aumentaram a previsão do saldo da balança comercial, para 2017, passando de US$ 57,40 bilhões para US$ 58,25 bilhões.

Já, para 2018, foi mantida a expectativa da semana passada, com a sinalização de um saldo de US$ 45,00 bilhões.

Conta Corrente: Quanto às expectativas para o saldo em Conta Corrente, para 2017, os dados divulgados pelo Boletim Focus, de 23/junho, apresentaram uma nova redução do déficit estimado, passando de US$ 23,50 bilhões para US$ 23,00 bilhões.

Para 2018, o mercado também apostou em um déficit do saldo em conta corrente menor, ao passar de US$ 35,50 bilhões para US$ 34,50 bilhões.

Investimentos Diretos no País (IDP): Os dados anunciados pelo Boletim Focus, de 23/junho, revelam uma queda em torno de US$ 3,6 bilhões na entrada de IDP, em 2017, com redução de US$ 78,57 bilhões para US$ 75,00 bilhões.

Esse mesmo comportamento é esperado para 2018, ou seja, estimam uma entrada de US$ 75,00 bilhões de IDE no Brasil contra US$ 78,75 bilhões divulgado na semana passada. 

 

 

 

  • Resultados Balanço de Pagamentos (maio/17): Banco Central (BC)

 

Conta Corrente: Em 27/junho, o BC divulgou os dados do Balanço de Pagamentos relativo ao mês de maio, que apresentou um superávit de US$ 2,9 bilhões, em transações  correntes. Esse resultado, influenciado pelo saldo recorde da balança comercial de maio, permitiu que o déficit acumulado no ano de 2017 reduzisse para US$ 616,0 milhões ante US$ 6,0 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

 

No acumulado de 12 meses finalizados em maio, as transações correntes registraram déficit de US$ 18,15 bilhões, reforçando a tendência de melhora iniciada em janeiro/17, também noticiada no Boletim Focus.

  

Investimentos Diretos no País (IDP): Na conta financeira, os dados divulgados pelo BC apontam para um ingresso líquido de investimentos diretos no país da ordem de US$ 2,9 bilhões no mês de maio, acumulando US$ 80,72 bilhões nos últimos doze meses. As quedas do IDP no acumulado de 12 meses, verificada desde março passado, alinham-se à tendência declinante desse indicador sinalizada pelo Boletim Focus, para 2017.   

 

 

  1. FINANÇAS PÚBLICAS
  • Arredacação em queda: Governo Federal estuda elevar tributo da gasolina, a partir da criação de uma alíquota flutuante para a Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide) que incidirá sobre o combustível, a gasolina. Ao encarecer mais o preço da gasolina espera-se com esse “imposto verde” arrecadar mais e estimular o uso do etanol em carros flex ao mesmo tempo.

 

  • Reajuste de Tarifas Energia Elétrica: Novo valor das tarifas energia elétrica entra em vigor, dia 4 de julho, para 20 milhões de pessoas na cidade de São Paulo e em outros 23 municípios da região metropolitana. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajuste, no dia 27/junho, que deixará a conta de luz dos consumidores da AES Eletropaulo em média 5,37% mais cara para as residências e o comércio, atendidos em baixa tensão. Já para indústria, atendida em alta tensão, o reajuste médio será de 2,37%.

 

  1. INTERNACIONAL
  • Previsão de crescimento da economia americana: Fundo Monetário Internacional (FMI)

O aumento da dívida pública e as incertezas no campo político contribuíram para que o FMIi reduzisse sua previsão de crescimento para a economia americana de 2,3% para 2,1%, em 2017.

 

Para 2018, no entanto, o Fundo manteve o mesmo percentual, ou seja, 2,5%.

 

 

[1] Para essa sinopse foram usadas as informações divulgadas pelo Boletim Focus/BC, em 23/junho, trazendo as expectativas do mercado colhidas entre 19 a 23/junho de 2017.

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