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Mulheres conquistam aumento de renda em áreas do setor de Serviços

08/03/2017 12:41

Mesmo com a histórica diferença salarial no mercado de trabalho entre homens e mulheres, alguns ramos do setor de Serviços apresentaram aumento real de renda de 3,7% para as mulheres, em 2016. A boa notícia diz respeito às profissionais que atuam com Informação e Comunicação, Atividades Financeiras, Seguros e Serviços Relacionados, além das atividades Profissionais Científicas e Técnicas. 

No setor de Serviços, a proporção de mulheres com curso superior é de 58,4% do total de ocupados. Neste segmento de atividade, que melhor remunera os trabalhadores, predominam empresas de maior intensidade tecnológica e trabalhadores com nível superior de escolaridade.

Em relação à maioria dos setores, no entanto, o estudo especial sobre a mulher no mercado de trabalho da Região Metropolitana de São Paulo, da Fundação Seade, orendimento médio real por hora diminuiu pelo segundo ano consecutivo. Em 2016, a renda passou de R$ 10,42/h para mulheres e R$ 12,39 para os homens. A retração do rendimento médio por hora das mulheres ocorreu nos principais setores de atividade.

Em 2016, o rendimento médio real das mulheres ocupadas na Região Metropolitana de São Paulo equivalia a R$ 1.695, enquanto o dos homens, a R$ 2.281.  Entretanto, como a jornada semanal média de trabalho dos homens (43 horas) é maior do que a das mulheres (38 horas), o rendimento médio real por hora mostra-se mais apropriado para comparar os dois segmentos.

O estudo mostra ainda que a taxa de desemprego das mulheres foi mais intensa do que a dos homens. Em 2015, o desemprego feminino registrou a taxa de 14,3% passando, em 2016, para 18,3%, a mais alta desde 2007. Já entre os homens, a taxa passou de 12,2% para 15,5%, a maior desde 2005.

Tradicionalmente, a taxa de desemprego das mulheres é superior à dos homens. Embora tenha ocorrido uma leve aproximação nos últimos anos, este movimento foi interrompido em 2016, quando a diferença entre os dois segmentos ficou em 2,8 pontos porcentuais. Em 2000, essa diferença era de 5,9 p.p. e, em 2015, 2,1 p.p., a maior e a menor distância, respectivamente, registradas na série da pesquisa.

Vale observar que a elevação da taxa de desemprego veio acompanhada de um prolongamento do tempo de procura. O tempo médio despendido pelas mulheres desempregadas na procura de trabalho aumentou de 28 para 37 semanas, entre 2015 e 2016, e o dos homens nesta mesma situação, de 27 para 36 semanas.

O comportamento do nível de ocupação das mulheres refletiu os decréscimos generalizados entre os setores de atividade analisados: Indústria de Transformação (-11,2%), Construção (-15,0%), Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-6,0%) e Serviços (-1,9%). No setor de Serviços, que emprega 71,7% do total das mulheres ocupadas, grande parte dos segmentos analisados teve retração, exceto os de Transporte, Armazenagem e Correio, que aumentou 16,0%, e  de Serviços Domésticos, com elevação de 3,4%. Nesse caso, o crescimento deveu-se exclusivamente ao aumento entre as diaristas, uma vez que diminuiu o emprego entre as mensalistas.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da Fundação Seade)